CONHEÇA O ALUNO JACUNDAENSE QUE TEVE A MAIOR NOTA GERAL NA MOCISSPA



    A MOCISSPA Mostra Cientifica do Sul e Sudeste do Pará que aconteceu nos dias 22 e 23 de Novembro em Marabá deu a um aluno jacundaense a maior nota geral do evento.

    A MOCISSPA é um projeto do PPGECM/UNIFESSPA que tem como objetivo estimular práticas investigativas em todas as áreas do conhecimento na educação básica, ensino técnico-profissionalizante e no ensino de graduação, visando à contribuição significativa do desenvolvimento científico e tecnológico e inovação da região sul e sudeste do Pará, bem como o uso do conhecimento científico como mecanismo de empoderamento e transformação social.

    Com 9.96, o aluno Fabrício de Araújo Borges foi o criador do projeto Tecnologia assistiva no auxilio da qualidade de vida: acesso ao computador sem uso das mãos, em parceria com a colega Jaqueline Sousa Santa Brígida, ambos da E.M.E.F. Coronel João Pinheiro.

    Com 13 anos, Fabrício é aluno do oitavo ano do ensino fundamental. Desde muito cedo, o adolescente já apresentava interesse por tecnologia e seus desafios.

    Após participar da Feira de Ciências e Matemática em Jacundá e vencer na categoria Engenharia Civil e Agrária, o projeto de Fabrício foi levado à Marabá para participar da MOCISSPA.

    Durante a apresentação no stand do projeto no Carajás Centro de Convenções, os alunos já davam uma amostra do real interesse do público pela apresentação. O projeto, ganhou medalha de ouro e tirou a maior nota geral de toda a Mostra.

    Além desta medalha, Jacundá recebeu mais uma medalha de ouro, pelo Projeto Cores do Açaí da E.M.E.F. Professora Maria da Glória R. Paixão, além de medalhas de prata, bronze e menções honrosas.

    A equipe da SEMED conversou com Fabrício e temos com exclusividade uma entrevista inédita com o medalhista.

    1) Qual sua relação com a sua escola?

    R: Muito Boa.

    2) Entre todas as disciplinas, qual você acha mais interessante? Por quê?

    R: A disciplina que mais gosto é ciências, porque posso aprender como funciona o corpo humano.

    3) Você estuda todos os dias? Como é a sua rotina de estudo?

    R: Sim, e isso é bom e ruim, porque as vezes fico ‘apertado’ com vários trabalhos da escola para fazer e gosto de ler as literaturas da minha congregação.

    4) Qual sua dificuldade na escola?

    R: Bem, eu aprendo devagar, mas sou bom em algumas matérias.

    5) Como surgiu o projeto: Tecnologia assistiva no auxilio da qualidade de vida: acesso ao computador sem o uso das mãos?

    R: Surgiu quando a professora Maria Edina falou sobre a feira de ciências e da sua importância, e que tipo de projeto poderia ser apresentado, daí como eu já havia iniciado a ideia do volante caseiro, pensei, vou tentar transformar em algo que possa ajudar os meninos que não têm as mãos a jogarem.

    Aos poucos, junto com a professora Edina, ela me fez ver que com alguns aprimoramentos como o uso do teclado virtual o protótipo poderia fazer muito mais do eu pensava e que as pessoas poderiam escrever, acessar a internet, jogar. As crianças sem as mãos poderiam realizar suas tarefas de escola e os adultos, entrarem no mercado de trabalhos. Mas isso aconteceu aos poucos, a cada etapa em que eu e ela descobríamos mais funções que o projeto poderia realizar.

    6) Como é a sua relação com a professora Maria Edina de O. Silva, orientadora do projeto?

    R: Boa, muito boa, por que ela me conhece desde bebê.

    7) Sabendo que a tecnologia assistiva é uma área do conhecimento que engloba muitos recursos e através disto traz autonomia e qualidade de vida para pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. O que o levou a pensar neste público?

    R: Na minha escola têm muitos alunos especiais, então percebi que quem tem qualquer tipo de deficiência enfrentam muitas dificuldades na vida, principalmente aqueles não têm um membro como às mãos, tanto na escola como no mercado de trabalho. Com os estudos feitos junto com minha professora orientadora pude perceber que muitos deles têm os seus direitos violados. Então eu pensei em como eu poderia ajudar essas pessoas. Assim pretendo aperfeiçoar ele ainda mais.

    8) Descreva a sua participação na MOCISSPA.

    R: Fiquei receoso, pois nunca havia participado de nenhum projeto desse tipo e com muito medo de alguma coisa não dar certo, porque era um evento muito grande, ai ‘bateu’ o nervoso quando os avaliadores chegaram, no mesmo instante. Mas a minha orientadora já tinha nos tranquilizado que estava tudo certo que nós iríamos dar um show e conseguimos. Eu também gostei porque pude observar vários projetos espetaculares, o que me fez ter novas ideias.

    9) Qual foi a sensação de receber medalha de ouro e nota máxima da MOCISSPA?

    R: Eu não esperava ganhar a nota máxima, e sim, alguma colocação, tipo 2º ou 3º lugar, pois a minha professora disse que o mais importante era a nossa participação, a premiação seria o reconhecimento dos nossos esforços. E ganhamos! Isso significa que nos esforçamos muito.

    10) Quais são os seus planos de agora em diante, depois desta conquista?

    R: Bem, continuo o mesmo Fabrício de antes, eu e os meus pais ainda não falamos sobre esse assunto, iremos conversar ainda, eles sabem o que é melhor para mim.

    11) Já sabe para qual curso pretende prestar vestibular?

    R: Robótica

    12) Deixe uma mensagem para as pessoas que irão ler essa entrevista?

    R: Que elas não se achem superiores às outras, só porque ganharam uma premiação, é melhor ficar calmo e continuar a mesma pessoa que você era antes, e agradecer a Jeová e as pessoas que estão lhe dando essa oportunidade. Dizer também que todos somos capazes e que os nossos sonhos podem ser realizados, só precisamos de oportunidade e esforço.

Jacundá, 28 de Novembro de 2018.



 

 

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